Roberto Marinho de Azevedo (1878–1962) construiu sua trajetória na interface entre a física, a engenharia e o ensino superior. Foi professor da Escola Politécnica do Rio de Janeiro, então vinculada à Universidade do Brasil, que era o principal centro de formação de engenheiros, um polo relevante de produção e difusão da física clássica no país.

Atuou na formação de sucessivas gerações de engenheiros, num período em que a física tinha papel estruturante no currículo: mecânica, termodinâmica, eletricidade e magnetismo eram disciplinas fundamentais para a modernização técnica do Brasil. Foi um dos primeiros brasileiros a escrever sobre relatividade, antes mesmo do eclipse de 1919.

Foi um dos primeiros membros da Academia Brasileira de Ciências, admitido nos anos iniciais após a fundação da instituição, em 1916.