Sobre o Presidente

Nasceu em 1894, no Rio de Janeiro. Formou-se engenheiro geógrafo em 1913 e, dois anos depois, engenheiro civil, na Escola Politécnica do Rio de Janeiro. Em 1919, obteve título de doutor em ciências físicas e naturais na mesma instituição, da qual se tornou, posteriormente, professor. Lecionou também no Instituto de Educação do Distrito Federal, ocupando o cargo de diretor durante dois mandatos, e na Universidade do Brasil. Integrou o grupo de fundadores da Associação Brasileira de Educação, criada em 1924, e foi secretário-geral de Educação e Cultura do Distrito Federal entre 1951 e 1952 e de 1955 a 1956. Ingressou na ABC em 1927. Na entidade, foi 1º secretário de 1931 a 1933, vice-presidente entre 1949 e 1951 e presidente no biênio 1945-1947. Faleceu em 1974. Em sua homenagem, a Escola Municipal Mario Paulo de Brito, localizada no bairro carioca de Irajá, leva seu nome.

conferência do psicólogo e psiquiatrafrancês pierre janet na abe em 1933. – acervo abc

A educação como prioridade nacional

O engenheiro Mario Paulo de Brito foi um grande defensor das questões educacionais no país. Não à toa, participou do movimento que levou à criação da Associação Brasileira de Educação, que tinha como objetivo sanar os problemas do setor.

Na ABC, procurou reforçar a ideia de que a ciência tem papel fundamental na melhoria da educação. Em seu discurso de posse como presidente da Academia, destacou a falta de continuidade das políticas públicas na área, a necessidade de modernização da infraestrutura escolar e o pequeno número de estudantes que frequentavam as escolas em todo o país. Criticou a falta de compromisso das autoridades com a educação, uma área essencial a ser priorizada pelo governo. Nesse sentido, cobrou dos Acadêmicos empenho em combater os problemas educacionais brasileiros como forma de melhorar a formação científica no país. 

Durante a Era Vargas (1930-1945), participou da discussão que resultou no projeto de lei de criação do Conselho Nacional de Educação. No governo do general Eurico Gaspar Dutra (1946-1950), foi indicado pelo Ministério da Educação para participar da comissão encarregada de elaborar o anteprojeto de lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, apresentado ao Congresso Nacional em 1948. 

O engenheiro também foi um entusiasta da divulgação científica. Nesse âmbito, colaborou com a Rádio Sociedade, primeira emissora de rádio do país, criada na ABC. Também fundou, com Matos Pimenta e Plínio Cantanhede, o Jornal de Debates, dedicado à divulgação da pesquisa científica no Brasil. Escreveu, ao longo da carreira, vários artigos sobre temas científicos e educacionais e também sobre administração pública e questões políticas.