Sobre o Presidente
O físico carioca se formou na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e cursou o doutorado na Universidade de Rochester, nos Estados Unidos. Entre 1976 e 1977, foi professor assistente do Instituto de Física Teórica em Zurique, na Suíça. Retornou em seguida ao Brasil, para o Departamento de Física da PUC-Rio, onde trabalhou até 1994. Nesse mesmo ano, ingressou no Instituto de Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde lidera o Laboratório de Ótica Quântica e conduz estudos de alto nível e reconhecimento internacional. Mantém, desde a década de 1980, parceria com grupo de físicos da Escola Normal Superior, em Paris, na França, com quem fez importantes contribuições ao campo da mecânica quântica. Coordenou o Instituto do Milênio de Informação Quântica entre 2001 e 2006 e a 4a Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, em 2010. Ingressou na ABC em 1996. Compõe a direção da Academia desde 2004 e foi eleito presidente para o biênio 2016-2018.

Movido pela curiosidade – e pela luz
Motivado por uma imensa curiosidade e vontade de entender a natureza, Luiz Davidovich enveredou pela física teórica e se estabeleceu em uma área que, desde os tempos de Einstein, não para de causar perplexidade: a mecânica quântica.
Esse campo da física lida com o mundo microscópico dos átomos, partículas subatômicas e outros entes minúsculos, onde fenômenos surpreendentes, como objetos ocupando dois lugares ao mesmo tempo, são comuns. Nesse mundo, Davidovich procura entender como o ambiente, em especial a luz, altera os efeitos quânticos.
Essa busca o tem levado a desenvolver trabalhos com pesquisadores de diversos países, em especial a França, onde estabeleceu uma parceria de mais de duas décadas com o grupo da Escola Normal Superior liderado pelo Prêmio Nobel Serge Haroche. Dessa colaboração resultaram trabalhos importantes sobre as propriedades fundamentais do mundo quântico e o limite clássico da física quântica.
A forte interação entre físicos teóricos e experimentais que vivenciou em suas estadias em Paris o inspirou na criação, na década de 1990, do Laboratório de Ótica Quântica, no Instituto de Física da UFRJ. Ali, teoria e prática se complementam de maneira simbiótica.
Embora ainda motivado pela curiosidade a respeito do funcionamento do mundo, sem focar as potenciais aplicações de seu trabalho, Davidovich e seu grupo têm se dedicado ao ramo da informação quântica, que, acredita-se, irá gerar dados fundamentais para a criação do tão sonhado computador quântico.
No mundo macro da política científica, o físico coordenou a 4a Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, em maio de 2010, que resultou em propostas para o setor, conjugando inovação e sustentabilidade. Na direção da ABC entre 2004 a 2016, Davidovich deixou o cargo para assumir a presidência da entidade, abrindo, com vigor, o segundo centenário da Academia.
