Sobre o Presidente

Nascido em 1883, no Rio de Janeiro, fez carreira na Marinha do Brasil e teve importante papel como educador. Formou-se na Escola Naval e doutorou-se em física e matemática pela Escola Politécnica do Rio de Janeiro, onde também foi professor e diretor. Lecionou ainda na Escola Normal do Distrito Federal e no Colégio Pedro II. Entre 1925 e 1935, presidiu o Instituto Técnico Naval. Foi um dos fundadores da Associação Brasileira de Educação e defendeu ativamente a melhoria do ensino universitário no país. Foi reitor da Universidade do Brasil. Ingressou na ABC no ano de sua fundação, em 1916, e foi presidente da entidade entre 1939 e 1941. Colaborou com jornais e dirigiu a Companhia Brasileira de Publicidade, além de atuar em diversas sociedades internacionais. Faleceu em 1950.

azevedo do amaral participou da recepção de einstein no brasil. na foto, o grupo visita o museu nacional, na quinta da boa vista. ignacio é o quarto da esquerda para a direita, entre henrique morize e einstein. – acervo abc

Universidade, cérebro da nação

Azevedo do Amaral foi um dos fundadores da Associação Brasileira de Educação, criada em 1924 com a finalidade de reunir educadores e outros atores comprometidos com as questões educacionais do país. Em vários cargos e posições, lutou pela melhoria do ensino, especialmente nas universidades, que começavam a se estabelecer no Brasil. 

Presidiu a comissão que elaborou o Plano da Universidade do Brasil e foi nomeado reitor da instituição em 1945, permanecendo na função até 1948. Nesse período, atuou na criação de institutos, no empenho pela autonomia universitária e no lançamento das bases para a construção da cidade universitária. 

Em seu primeiro pronunciamento como reitor, afirmou que “a universidade não é somente a depositária da ciência, da cultura e da técnica, para sua transmissão às gerações sucessivas, como um patrimônio sagrado; cumpre-lhe também, por uma ininterrupta atividade de pesquisa, contribuir de forma eficiente para o progresso e grandeza do Brasil”.

Teve, ainda, uma passagem pela imprensa, tendo colaborado para os jornais O Paiz e O Imparcial. Publicou artigos sobre matemática, educação e política nacional.

“A universidade é a consciência e o cérebro da nação, pois ela reflete o pensamento do Brasil”