Sobre o Cientista

Edgard Roquette-Pinto nasceu no Rio de Janeiro. Formado pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1905, especializou-se em medicina legal, defendendo a tese O exercício da medicina entre os indígenas da América. 
Posteriormente, tornou-se Doutor honoris causa de fisiologia daquela universidade.

Ingressou no Museu Nacional como professor assistente de antropologia e etnografia. Foi delegado do Brasil no Congresso de Raças realizado em Londres em 1911 e colaborou com a Missão Rondon (1912), quando filmou os índios nhambiquaras e acompanhou Rondon na instalação das linhas telegráficas. Suas investigações junto à Comissão Rondon resultaram no tratado antropológico, botânico e geológico intitulado Rondônia (1916).

Foi membro da Sociedade Brasileira de Sciencias, atual Academia Brasileira de
Ciências (ABC), tendo assinado a ata de sua fundação em 3 de maio de 1916. Integrou a Seção de Ciências Físico-Químicas. Foi segundo secretário de 1916-1917, primeiro secretário de 1917 a 1926 e vice-presidente no biênio 1931-1933. 

Junto com Euzébio de Oliveira, Del Vecchio, Domingos Costa e Henrique Morize, compôs a comissão da ABC que tratou com o ministro da Viação sobre a introdução da telegrafia sem fio no Rio de Janeiro, em 1923. Nesse mesmo ano, fundou, na Academia Brasileira de Ciências, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, com fins exclusivamente educacionais e culturais, além de divulgar música e literatura. Os Acadêmicos davam palestras e cursos de português, biologia, francês, geografia. Em 1936, doou a rádio ao Ministério da Educação, e surgiu a Rádio MEC. É considerado pai da radiofusão no Brasil.

Foi designado, juntamente com Juliano Moreira, Miguel Ozório de Almeida, Álvaro Alberto, Pepin Lehalleur, Amoroso Costa e Euzébio de Oliveira, para representar a ABC no curso e em todas as homenagens que foram prestadas a Marie Curie, quando de sua visita ao Brasil em 1926.

Realizou estudos sobre sambaquis (depósitos arqueológicos) do litoral do Rio
Grande do Sul e foi professor de história natural na Escola Normal do Distrito Federal em 1916. Foi convidado como professor visitante, em 1920, para inaugurar a cadeira de fisiologia experimental na Faculdade de Medicina da Universidade de Assunção, no Paraguai. 

Em 1924, foi designado para representar o Brasil no XXI Congresso Internacional de Americanistas na Suécia. Ainda neste ano, Roquette Pinto foi nomeado professor-chefe da Seção de Antropologia e Etnografia do Museu Nacional. Lecionou no curso de antropologia, sob o patrocínio da Associação Brasileira de Educação.

Roquette-Pinto tornou-se diretor do Museu Nacional em 1926, permanecendo no cargo por dez anos. Realizou um amplo trabalho de divulgação científica e empreendeu a elaboração de uma grande coleção de filmes científicos. Organizou em livros os vários estudos e conferências na obra intitulada Seixos Rolados (Estudos Brasileiros), em 1927. Neste ano, foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras.

Fundou e dirigiu, no Ministério da Educação, o Instituto Nacional de Cinema Educativo (INCE), de 1936 a 1947, onde orientou a produção de cerca de 300 documentários em curta-metragem de caráter científico, dirigidos por Humberto Mauro, sendo que o primeiro foi Descobrimento do Brasil, com música de Villa-Lobos. Em 1940, foi eleito diretor do Instituto Indigenista Americano do México. Sete anos depois, participou da fundação do Partido Socialista Brasileiro.

Além dos livros de caráter mais técnico, publicou obras de divulgação científica, começando com o livro Conceito atual de vida (1922) e artigos em vários jornais, como A Manhã, A Noite, Diário Carioca e Jornal do Brasil. Os temas incluíam não só a questão educativa e de radiodifusão, mas também a valorização do homem brasileiro e a pesquisa básica. Criou e editou revistas que permitiram aos cientistas escreverem para o público leigo, como a Radio – Revista de Divulgação Científica Geral (1923), Electron, criada em 1926, e a Revista Nacional de Educação, de 1932.

Edgard Roquette-Pinto nasceu no Rio de Janeiro e formou-se em medicina pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1905, especializando-se em medicina legal. Defendeu a tese O exercício da medicina entre os indígenas da América e, posteriormente, recebeu o título de doutor honoris causa em fisiologia pela mesma instituição. Desde o início de sua carreira, destacou-se pela articulação entre ciência, educação e compromisso social.
Ingressou no Museu Nacional como professor assistente de antropologia e etnografia, tornando-se uma das figuras centrais da antropologia brasileira no início do século XX. Em 1911, representou o Brasil no Congresso de Raças, em Londres, e, em 1912, integrou a Missão Rondon, quando acompanhou a instalação de linhas telegráficas no interior do país e realizou registros pioneiros, inclusive filmagens, dos povos indígenas nhambiquaras. As pesquisas desenvolvidas nesse contexto resultaram na obra Rondônia (1916), síntese antropológica, botânica e geológica de grande relevância científica.

Roquette-Pinto foi membro fundador da Academia Brasileira de Ciências, tendo assinado a ata de fundação em 3 de maio de 1916. Integrou a Seção de Ciências Físico-Químicas e exerceu funções administrativas de destaque, como segundo secretário, primeiro secretário por quase uma década e vice-presidente no biênio 1931–1933. Representou a ABC em diversas missões institucionais, incluindo a recepção científica a Marie Curie durante sua visita ao Brasil, em 1926.

Em 1923, participou da comissão que tratou da introdução da telegrafia sem fio no Rio de Janeiro e, nesse mesmo ano, fundou, no âmbito da ABC, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, com fins exclusivamente educativos e culturais. A iniciativa marcou o nascimento da radiodifusão educativa no país e consolidou Roquette-Pinto como o “pai do rádio” no Brasil. Em 1936, doou a rádio ao Ministério da Educação, dando origem à Rádio MEC.

Foi diretor do Museu Nacional entre 1926 e 1936, período em que fortaleceu a divulgação científica e organizou uma ampla coleção de filmes científicos. Fundou e dirigiu o Instituto Nacional de Cinema Educativo (INCE), orientando a produção de cerca de 300 documentários de caráter científico e educativo, muitos deles dirigidos por Humberto Mauro, com trilhas de Villa-Lobos.
Além da produção acadêmica, destacou-se como divulgador da ciência, autor de livros, artigos em jornais e revistas voltadas ao público leigo como a Radio – Revista de Divulgação Científica Geral (1923), a Electron, criada em 1926, e a Revista Nacional de Educação, de 1932 -, reafirmando a ciência, a educação e a comunicação como instrumentos centrais para a construção de uma sociedade democrática e informada.