Sobre o Cientista

Bruno Álvares da Silva Lobo nasceu em Belém, no estado do Pará. Formou-se pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1906. Desenvolveu pesquisas na área de anatomia e microbiologia. Dois anos após concluir seus estudos, ingressou como professor substituto na faculdade onde estudou. Em 1914, tornou-se professor extraordinário de anatomia patológica e assumiu a cátedra de microbiologia. Participou do Conselho Superior de Ensino e do Conselho Universitário. Destacou-se pela defesa da autonomia didática das faculdades da universidade e pela autonomia administrativa das universidades.

Foi membro da Sociedade Brasileira de Sciencias, atual Academia Brasileira de
Ciências (ABC), tendo assinado a ata de sua fundação no dia 3 de maio de 1916.
Ingressou na Seção de Ciências Biológicas.

Atuou no Hospital dos Alienados como assistente do laboratório de anatomia e
patologia, médico legista e diretor do laboratório anatomo-patológico. Em 1915, assumiu a direção do Museu Nacional. Por meio do Ministério de Estado dos Negócios do Interior, representou o governo brasileiro na Conferência Internacional de Microbiologia e Parasitologia, que fez parte do 1º Congresso Nacional de Medicina realizado em Buenos Aires. Na ocasião, visitou os museus argentinos para realizar permutas de peças. 

Em 1917, foi designado pelo Ministério de Estado, dos Negócios da Agricultura, Indústria e Comércio para visitar o Egito, a fim de estudar in loco os meios empregados no combate à praga denominada “lagarta rosa”, que assolava plantações de algodão. Em 1918, assumiu a direção do Laboratório de Entomologia Geral e Aplicada. Durante sua gestão recomeçou a publicação dos Archivos do Museu Nacional. Em 1923 foi exonerado do cargo de diretor.

Presidiu a Sociedade Brasileira de Belas Artes e foi presidente honorário da
Associação Econômica de Artistas Plásticos de Viena, na Áustria. Integrou os institutos históricos de Sergipe e Espírito Santo, a Sociedade de Botânica de Praga, a Sociedade Etnológica do Egito, além de ter sido membro honorário da Faculdade Ciências de Lima e da Sociedade Cientifica do Chile. Publicou Esquecendo os antepassados, em1935, sobre a imigração japonesa no Brasil.